12a. Edição – fev./jun. 09

Caros leitores e colaboradores!

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Maria Joaquina está em nova etapa. Este editorial, portanto, tem ares de adeus e de nova vida.

A partir desta edição, a direção da revista, assim como o conselho editorial, serão comandados pela Andressa Facchini. Infelizmente tenho (Machado) que abandonar esses postos em função de diversas atividades que estou assumindo, tanto na vida profissional quanto acadêmica. Deixo os cargos em excelentes mãos e com a confiança de que um trabalho de muita qualidade será feito. Embora tenha que optar pelo afastamento, não deixarei de acompanhar e ler as edições.

Permitam-me um último rodopio (dancemos!) neste editorial:

"A forma discreta de um ressentimento, como diz o poema? Não: a solidão é uma escolha, uma boa escolha, simplesmente. Despovoar-se. Portanto. Não há conclusões: apenas vá em frente, professor Duarte, ele mesmo se disse, sussurrando, sentindo o mover dos lábios."

- TEZZA, Cristóvão - O Fotógrafo

Imprevisibilidade e descontinuidade. Eis as palavras da estética de possibilidades e novas significações! Aprendemos a entender e ver o mundo seguindo linearidades. A arte contemporânea precisa ser feita de irrupção. Em nossa linearidade racional diária, perdemos a dimensão de possibilidades significativas. A arte contemporânea, muitas vezes não compreendida como arte, funda-se no cotidiano, apresenta o inusitado. E é aí que está o segredo – a possibilidade de olhar o cotidiano como arte, pensar a própria vida como tal. Pequenos fragmentos cheios de ética e estética. Arte diária irrompendo!

Na racionalidade dos dias, nos perdemos? Não poderia ser a própria vida uma obra de arte?

Façamos e sejamos arte!

Boas novas e boas leituras!





















































Nesta edição

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